Uma coisa me chamou a atenção nas listas de vinho que assino. Foi o lançamento de um tijolo culinário chamado de "Modernist Cuisine: The Art and Science of Cooking" (à venda na Amazon para quem tiver curiosidade de ver o preço). Tudo bem que eu me aventuro na cozinha de vez em quando mas o que me chamou mesmo a atenção foram os comentários sobre o hyperdecanting, proposto em um dos volumes.
A proposta da tal hiperdecantação é acelerar o processo de oxigenação do vinho obtido pela decantação tradicional. O que incomoda é a descrição da coisa: bater o vinho no liquidificador na velocidade máxima por 30 a 60 segundos. Depois é só deixar a espuma baixar e servir.
As listas se dividem em dois grandes grupos: aqueles que testaram o método e aqueles que o rotulam como heresia.
Ainda não me resolvi mas acho que vou ali no supermercado comprar uma garrafa para fazer o teste. Depois conto como foi.
E você? Já ouviu falar nisso? Qual a sua experiência?
domingo, 27 de março de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Encuentro Chardonnay 2010
De vez em quando a gente se depara com escolhas das quais acabamos nos arrependendo. Pedir um peixe e um vinho branco em um hotel pode rapidamente se tornar uma delas.
Esse Chardonnay argentino é um grande exemplar de um tipo de vinho que eu imaginava ter sido extirpado das terras de nuestros hermanos. Ainda acredito ser difícil estragar a chardonnay. É muito fácil fazer uma ode ao comum e ao sem graça com ela. E isso torna os bons chardonnays uma experiência inesquecível. Esse encuentro também se tornou uma experiência inesquecível. Só que pelo lado negativo.
Um vinho ruim nunca vem sozinho. Já aprendi essa lição. Dessa vez fiquei em um hotel no centro do Rio que, apesar de confortável tem uma cozinha que precisa, urgentemente, de um chefe. Para falar a verdade, pela zoeira que vinha dos pilotos de fogão, mais parecia uma eliminatória de Hell's Kitchen, mas sem o Gordon Ramsay.
Apesar dos esforços do maintre e das meninas do atendimento, o salmão (pedi um prato que achei seguro) veio frio, com legumes parcialmente cozidos (foi a primeira fez que experimentei uma bata barôa semi-crocante) e acompanhado da tragédia argentina que é o tal Encuentro.
Nada nesse vinho lembra a exuberância utuosa que é caracterísrica da uva. Um vinho seco demais, ácido demais com gosto de menos que em nada, absolutamente nada, lembra a uva. Um verdadeiro desserviço à atual fama da indústria vinícola argentina.
Tenho certeza que amanhã vou pagar caro por essa burrice.
Esse Chardonnay argentino é um grande exemplar de um tipo de vinho que eu imaginava ter sido extirpado das terras de nuestros hermanos. Ainda acredito ser difícil estragar a chardonnay. É muito fácil fazer uma ode ao comum e ao sem graça com ela. E isso torna os bons chardonnays uma experiência inesquecível. Esse encuentro também se tornou uma experiência inesquecível. Só que pelo lado negativo.
Um vinho ruim nunca vem sozinho. Já aprendi essa lição. Dessa vez fiquei em um hotel no centro do Rio que, apesar de confortável tem uma cozinha que precisa, urgentemente, de um chefe. Para falar a verdade, pela zoeira que vinha dos pilotos de fogão, mais parecia uma eliminatória de Hell's Kitchen, mas sem o Gordon Ramsay.
Apesar dos esforços do maintre e das meninas do atendimento, o salmão (pedi um prato que achei seguro) veio frio, com legumes parcialmente cozidos (foi a primeira fez que experimentei uma bata barôa semi-crocante) e acompanhado da tragédia argentina que é o tal Encuentro.
Nada nesse vinho lembra a exuberância utuosa que é caracterísrica da uva. Um vinho seco demais, ácido demais com gosto de menos que em nada, absolutamente nada, lembra a uva. Um verdadeiro desserviço à atual fama da indústria vinícola argentina.
Tenho certeza que amanhã vou pagar caro por essa burrice.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Uma questão de cola
Tenho o hábito (mania?) de colecionar os rótulos dos vinhos que tomo. Tenho certeza que não estou sozinho neste hábito (mania?) pois uma pesquisa rápida no Google retorna com centenas de cadernos, adesivos especiais e um monte de recursos para a manutenção da dita coleção de rótulos.
Uma coisa que percebi ao longo da pilha de rótulos e anotações é que a cola usada nos vinhos varia tanto de país para país como de região para região. O Novo Mundo adora uma cola quente, o que facilita horrores na remoção do rótulo. Para estes eu prefiro encher a garrafa com água quente e esperar uns 5 minutos até que o rótulo possa ser simplesmente descolado e recolado na folha da coleção. Simples e rápido.
Já os vinhos do velho mundo... É uma loteria de colas que não tem fim. Há vinhos portugueses e espanhóis usando cola quente. Outros usando colas à base de água para os tintos e algum outro componente sintético para os brancos. Para a maioria destes é possível colecionar o rótulo deixando a garrafa de molho ou usando a tal água quente. Outras descolam o rótulo sozinhas apenas com o suor da garrafa gerado pelo entra e sai do balde de gelo. E mesmo assim há algumas garrafas que resistem bravamente em ceder os seus rótulos, exigindo combinações de água quente, água fria, gelo e até mesmo, em alguns casos extremos, facas e papel contact.
E finalmente, há os franceses. Ah, os franceses. Não sei que diabos de cola inventaram na França que praticamente não deixa nenhum rótulo sair inteiro. A retirada de rótulos de garrafas de borgonhas é uma tarefa que beira a compulsão: Banhos de água quente, de água gelada, testes com solventes... O máximo que consegui em algumas delas foi descolar o rótulo da sua base de cola, deixando-o tão frágil quando um papel de seda molhado que se desfaz e rasga quando o retiro. Algumas páginas da coleção de rótulos mais parecem quebra-cabeças pois tive que colar os pedaços um a um.
Já pensei em parar de retirar rótulos e passar a fotografá-los. Não é a mesma coisa. Há algo de mágico ao ver o rótulo daquela garrafa que tomei naquele dia ao som daquele LP (sim, tenho vinis que gosto muito de ouvir e "reouvir").
Admito e continuo com o hábito (mania?). Vou continuar tentando. Se conseguir descobrir alguma fórmula mágica de retirada de rótulos, aviso por aqui.
Uma coisa que percebi ao longo da pilha de rótulos e anotações é que a cola usada nos vinhos varia tanto de país para país como de região para região. O Novo Mundo adora uma cola quente, o que facilita horrores na remoção do rótulo. Para estes eu prefiro encher a garrafa com água quente e esperar uns 5 minutos até que o rótulo possa ser simplesmente descolado e recolado na folha da coleção. Simples e rápido.
Já os vinhos do velho mundo... É uma loteria de colas que não tem fim. Há vinhos portugueses e espanhóis usando cola quente. Outros usando colas à base de água para os tintos e algum outro componente sintético para os brancos. Para a maioria destes é possível colecionar o rótulo deixando a garrafa de molho ou usando a tal água quente. Outras descolam o rótulo sozinhas apenas com o suor da garrafa gerado pelo entra e sai do balde de gelo. E mesmo assim há algumas garrafas que resistem bravamente em ceder os seus rótulos, exigindo combinações de água quente, água fria, gelo e até mesmo, em alguns casos extremos, facas e papel contact.
E finalmente, há os franceses. Ah, os franceses. Não sei que diabos de cola inventaram na França que praticamente não deixa nenhum rótulo sair inteiro. A retirada de rótulos de garrafas de borgonhas é uma tarefa que beira a compulsão: Banhos de água quente, de água gelada, testes com solventes... O máximo que consegui em algumas delas foi descolar o rótulo da sua base de cola, deixando-o tão frágil quando um papel de seda molhado que se desfaz e rasga quando o retiro. Algumas páginas da coleção de rótulos mais parecem quebra-cabeças pois tive que colar os pedaços um a um.
Já pensei em parar de retirar rótulos e passar a fotografá-los. Não é a mesma coisa. Há algo de mágico ao ver o rótulo daquela garrafa que tomei naquele dia ao som daquele LP (sim, tenho vinis que gosto muito de ouvir e "reouvir").
Admito e continuo com o hábito (mania?). Vou continuar tentando. Se conseguir descobrir alguma fórmula mágica de retirada de rótulos, aviso por aqui.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O Cocô do Cachorro
Faz um bom tempo, me contaram uma "piada" mostrando a diferença entre os Estados Unidos, a França e o Brasil. Já vou avisando que a piada é sem graça, depreciativa e generaliza negativamente... Mas vamos lá que faz sentido:
Nos Estados Unidos, o seu cachorro, devidamente treinado, faz cocô na sarjeta. Você, como dono responsável e cioso dos seus deveres e responsabilidades pega o saquinho plástico que previdentemente trouxe no bolso, coleta o dito cocô, e o joga na lata de lixo apropriada mais próxima; mesmo que isso implique em caminhar mais meia hora com um saco de merda na mão.
Na França (mais especificamente, em Paris), o seu cachorro, devidamente treinado, faz cocô na sarjeta. Você, como bom citoyen parisien, sabe que em alguns minutos, um veículo da prefeitura, especialmente preparado para a tarefa, irá passar e limpar a merda que o seu totó fez.
No Brasil, o seu cachorro, treinado ou não (mas desconfio que treinado, pois é impossível fazer tanta merda em local tão inapropriado), faz cocô (vamos fingir coerência no texto) na calçada. Você, como dono irresponsável e inconseqüente (isso mesmo, com trema e tudo), vai embora e deixa aquela merda toda no meio da rua, mesmo sabendo que ninguém da prefeitura vai limpar aquela merda e que muito provavelmente o seu vizinho irá pisar nela e espalhar a alegria pela calçada.
Dizem que somos o pior de dois mundos. E na minha caminhada de hoje, quase cheguei a concordar. Não pelo cocô (cocô que nada! Merda mesmo!) de cães, que imagino monstruosos, pela calçada (aliás, calçada em Brasília deveria se chamar de esburacada pois calçamento é o que menos tem) mas pelas demonstrações de descaso total com o público que vi.
Explico.
Nos fundos de uma casa, vejo os restos de uma poda de cerca viva jogados em cima da faixa exclusiva para ciclistas e restos de jardinagem. Parei para ajudar um valente ciclista a remover os restos de uma bouganville da faixa. Para quem nunca viu, a tal bouganville (ou primavera nestas latitudes) tem espinhos de mais de dedo de comprimento. Depois de alguns minutos recolhendo galhos espinhosos, ainda torço para o nobre ciclista não ter furado um pneu ao sair de lá.
Um pouco mais à frente, uma montanha de terra vermelha escorre pela (tá bom, vamos lá para manter a suposta coerência lingüística) calçada. Parece que algum vizinho está fazendo a cobertura da grama e para não sujar a varanda, está usando a calçada dos fundos como depósito de terra.
E isso tudo em uma unica caminhada de quase uma hora por um bairro dito nobre, o Lago Sul de Brasília. Uma área do Distrito Federal que se orgulha da qualidade de vida européia: com educação formal, água, luz e (finalmente, depois de anos) esgoto. Mas como uma mentalidade dos piores rincões e baixios do coronelismo folclórico. Um bairro onde alguns parecem acreditar que a área pública é de serventia da casa. Onde vizinhos não se conhecem e não se interessam.
Atenção senhores vizinhos. Antes de reclamarem de qualquer coisa do governo local, olhem para os seus próprios quintais e calçadas. Somente reclamem se forem realmente civilizados.
Felizmente, ainda há aqueles ciclistas que precisam de ajuda para limpar a merda dos outros. Aqueles que precisam de ajuda para tornar a civitas a praça pública da qual todos podem usufurir. Por isso, hoje, quase acreditei na piada. Se não fosse o tal ciclista que ajudei, ainda haveria restos de bouganville na faixa esperando um incauto.
Nos Estados Unidos, o seu cachorro, devidamente treinado, faz cocô na sarjeta. Você, como dono responsável e cioso dos seus deveres e responsabilidades pega o saquinho plástico que previdentemente trouxe no bolso, coleta o dito cocô, e o joga na lata de lixo apropriada mais próxima; mesmo que isso implique em caminhar mais meia hora com um saco de merda na mão.
Na França (mais especificamente, em Paris), o seu cachorro, devidamente treinado, faz cocô na sarjeta. Você, como bom citoyen parisien, sabe que em alguns minutos, um veículo da prefeitura, especialmente preparado para a tarefa, irá passar e limpar a merda que o seu totó fez.
No Brasil, o seu cachorro, treinado ou não (mas desconfio que treinado, pois é impossível fazer tanta merda em local tão inapropriado), faz cocô (vamos fingir coerência no texto) na calçada. Você, como dono irresponsável e inconseqüente (isso mesmo, com trema e tudo), vai embora e deixa aquela merda toda no meio da rua, mesmo sabendo que ninguém da prefeitura vai limpar aquela merda e que muito provavelmente o seu vizinho irá pisar nela e espalhar a alegria pela calçada.
Dizem que somos o pior de dois mundos. E na minha caminhada de hoje, quase cheguei a concordar. Não pelo cocô (cocô que nada! Merda mesmo!) de cães, que imagino monstruosos, pela calçada (aliás, calçada em Brasília deveria se chamar de esburacada pois calçamento é o que menos tem) mas pelas demonstrações de descaso total com o público que vi.
Explico.
Nos fundos de uma casa, vejo os restos de uma poda de cerca viva jogados em cima da faixa exclusiva para ciclistas e restos de jardinagem. Parei para ajudar um valente ciclista a remover os restos de uma bouganville da faixa. Para quem nunca viu, a tal bouganville (ou primavera nestas latitudes) tem espinhos de mais de dedo de comprimento. Depois de alguns minutos recolhendo galhos espinhosos, ainda torço para o nobre ciclista não ter furado um pneu ao sair de lá.
Um pouco mais à frente, uma montanha de terra vermelha escorre pela (tá bom, vamos lá para manter a suposta coerência lingüística) calçada. Parece que algum vizinho está fazendo a cobertura da grama e para não sujar a varanda, está usando a calçada dos fundos como depósito de terra.
E isso tudo em uma unica caminhada de quase uma hora por um bairro dito nobre, o Lago Sul de Brasília. Uma área do Distrito Federal que se orgulha da qualidade de vida européia: com educação formal, água, luz e (finalmente, depois de anos) esgoto. Mas como uma mentalidade dos piores rincões e baixios do coronelismo folclórico. Um bairro onde alguns parecem acreditar que a área pública é de serventia da casa. Onde vizinhos não se conhecem e não se interessam.
Atenção senhores vizinhos. Antes de reclamarem de qualquer coisa do governo local, olhem para os seus próprios quintais e calçadas. Somente reclamem se forem realmente civilizados.
Felizmente, ainda há aqueles ciclistas que precisam de ajuda para limpar a merda dos outros. Aqueles que precisam de ajuda para tornar a civitas a praça pública da qual todos podem usufurir. Por isso, hoje, quase acreditei na piada. Se não fosse o tal ciclista que ajudei, ainda haveria restos de bouganville na faixa esperando um incauto.
sábado, 16 de outubro de 2010
Controle e Poder
Há alguns dias, traduzi uma postagem do Rob Weir com o título "Como Sufocar a Dissidência". Nele, o Rob mostra como a tecnologia trouxe consigo um potencial de controle sobre a informação inimaginável anos atrás. Hoje é possível para um governo, dadas as condições legais, controlar de forma absoluta o tráfego de informações em meio digital permitindo, ou não, a livre comunicação entre pessoas. Questões como a neutralidade da rede ganham importância fundamental quando pensamos neste contexto.
É importante lembrar que este tipo de controle governamental só pode, em tese, ser exercido se houver uma legislação que o permita. Pelo menos, no chamado "Estado de Direito" em que vivemos hoje.
Mas eis que, justo no Brasil, surge um substitutivo de um Senador por Minas Gerais a um Projeto de Lei, com o nobre propósito que nos proteger de ataques e das coisas horríveis que acontecem hoje na Internet. Um substitutivo que torna ilegais até coisas como copiar uma música de um site qualquer. Rodar um programa P2P para ajudar na distribuição de uma nova versão do LibreOffice? Ilegal. Mandar um e-mail com fotos para a sua namorada? Ilegal, conforme o conteúdo. Manter sua rede doméstica sem fio, aberta? Poderá até dar cadeia. Se o substitutivo for aprovado como está o mero acesso a um site poderá ser considerado ilegal. Só depende de quem interpretar a lei.
É um projeto de lei que dará ao estado um poder semelhante ao que foi imposto em 24 de janeiro de 1967 com o Ato Institucional Número 5, o AI-5 de infame lembrança. A "revolução" de 1964 e o AI-5 nos mostraram não apenas o perigo de um estado autoritário mas, principalmente, o perigo de atribuir poder político ao policial da esquina.
A diferença é que agora, existem os meios tecnológicos para exercer este poder de forma absoluta. Evoluímos tanto no meio digital que a queda de um roteador ou uma pane em um link de telefonia nos impedem de nos comunicarmos. Nos habituamos a um fluxo constante de informações e nos esquecemos que, sem a neutralidade da rede, sem a garantia da privacidade das comunicações digitais, sem a garantia da cidadania digital, estamos mais expostos que nunca aos mandos e desmandos de novos déspotas digitais.
É importante lembrar que este tipo de controle governamental só pode, em tese, ser exercido se houver uma legislação que o permita. Pelo menos, no chamado "Estado de Direito" em que vivemos hoje.
Mas eis que, justo no Brasil, surge um substitutivo de um Senador por Minas Gerais a um Projeto de Lei, com o nobre propósito que nos proteger de ataques e das coisas horríveis que acontecem hoje na Internet. Um substitutivo que torna ilegais até coisas como copiar uma música de um site qualquer. Rodar um programa P2P para ajudar na distribuição de uma nova versão do LibreOffice? Ilegal. Mandar um e-mail com fotos para a sua namorada? Ilegal, conforme o conteúdo. Manter sua rede doméstica sem fio, aberta? Poderá até dar cadeia. Se o substitutivo for aprovado como está o mero acesso a um site poderá ser considerado ilegal. Só depende de quem interpretar a lei.
É um projeto de lei que dará ao estado um poder semelhante ao que foi imposto em 24 de janeiro de 1967 com o Ato Institucional Número 5, o AI-5 de infame lembrança. A "revolução" de 1964 e o AI-5 nos mostraram não apenas o perigo de um estado autoritário mas, principalmente, o perigo de atribuir poder político ao policial da esquina.
A diferença é que agora, existem os meios tecnológicos para exercer este poder de forma absoluta. Evoluímos tanto no meio digital que a queda de um roteador ou uma pane em um link de telefonia nos impedem de nos comunicarmos. Nos habituamos a um fluxo constante de informações e nos esquecemos que, sem a neutralidade da rede, sem a garantia da privacidade das comunicações digitais, sem a garantia da cidadania digital, estamos mais expostos que nunca aos mandos e desmandos de novos déspotas digitais.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Domaine de la Perruche 2009
A uva cabernet franc e o trabalho dos Vigneron Independant não para de me surpreender. Dessa vez foi uma garrafa indicada pelo Leonardo da Vintage Express do Brasília Shopping.
É um vinho mais pesado no álcool que o Chateau la Variére que compro lá e do qual sou fã convicto. Mesmo assim, é um vinho que se apresenta jovem, cordial, com variadas notas de frutas vermelhas.
Acho que o que mais me impressiona é ver como uma mesma casta de uva se apresenta tão distintamente através das mãos dos vinheiros que as cultivam. Vindo de um cultivo de 45 ha em Montsoreau, o Domaine de la Perruche me parece ser um vinho com alguns anos pela frente antes de se igualar ao "primo" la Variére.
Ainda assim, é um vinho que merece ser experimentado, nem que seja apenas para conhecer mais um vinheiro independente que insiste em produzir o seu vinho de qualidade em terras nas quais se cultivam uvas desde o século XV.
É um vinho mais pesado no álcool que o Chateau la Variére que compro lá e do qual sou fã convicto. Mesmo assim, é um vinho que se apresenta jovem, cordial, com variadas notas de frutas vermelhas.
Acho que o que mais me impressiona é ver como uma mesma casta de uva se apresenta tão distintamente através das mãos dos vinheiros que as cultivam. Vindo de um cultivo de 45 ha em Montsoreau, o Domaine de la Perruche me parece ser um vinho com alguns anos pela frente antes de se igualar ao "primo" la Variére.
Ainda assim, é um vinho que merece ser experimentado, nem que seja apenas para conhecer mais um vinheiro independente que insiste em produzir o seu vinho de qualidade em terras nas quais se cultivam uvas desde o século XV.
sábado, 2 de outubro de 2010
Chuva!
Finalmente posso dizer que vi a chuva em Brasília! Acordei hoje com o som da chuva, felizmente do lado de fora da janela. É impressionante como um som pode ser tão agradável e estranho ao mesmo tempo.
É sério. Já havia esquecido de como era o barulho da chuva.
E, como não poderia deixar de ser, o fornecimento de energia elétrica daqui da área onde moro começou a falhar. Tenho para mim que a CEB está testando um novo tipo de cabo ecológico, com isoladores feitos de açúcar. Bastou uma gota d'água para falhar o fornecimento.
Ao longe um estampido. Pelo jeito mais algum transformador da CEB estorou com a chuva...
Depois do almoço posto as anotações sobre o "Chicken a la King" e o vinho que escolhi. Isso, é claro, se o vinho me deixar em condições.
É sério. Já havia esquecido de como era o barulho da chuva.
E, como não poderia deixar de ser, o fornecimento de energia elétrica daqui da área onde moro começou a falhar. Tenho para mim que a CEB está testando um novo tipo de cabo ecológico, com isoladores feitos de açúcar. Bastou uma gota d'água para falhar o fornecimento.
Ao longe um estampido. Pelo jeito mais algum transformador da CEB estorou com a chuva...
Depois do almoço posto as anotações sobre o "Chicken a la King" e o vinho que escolhi. Isso, é claro, se o vinho me deixar em condições.
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